
O Auditório Municipal cumpre o compromisso do Município com a população: um recurso ao serviço das artes e da cultura.
É missão do Auditório Municipal António Chainho constituir um espaço de cultura, de aprendizagem e de atualidade artística, prestando um serviço público e promovendo o acesso da população a diferentes atividades culturais.

A programação do Auditório Municipal António Chainho é pautada pela qualidade e diversidade dos diferentes tipos de arte, com destaque para o cinema.
Com a atribuição da designação de António Chainho ao Auditório Municipal, o Município de Santiago do Cacém pretende prestar uma homenagem ao mestre da guitarra portuguesa, tendo como fundamento a valorização de um marco da identidade local, assim como estimular a aproximação dos munícipes e de quem nos procura ao inigualável património cultural do município de Santiago do Cacém.

O Auditório tem capacidade para 242 lugares, incluídos três lugares para pessoas com mobilidade reduzida.
O edifício é composto de dois pisos que albergam, além do palco e de espetáculos, uma cabine de projeção e uma cabine de som e luz, um camarim, uma sala de reuniões e a sala da direção.
A antecâmara de entrada, que serve de espaço de transição do exterior para o interior do edifício, comunica diretamente com a bilheteira, permitindo que o público adquira ingressos num espaço resguardado, sem haver necessidade de entrada no espaço do foyer, com o qual comunica.
O foyer, destinado à receção e permanência de público, possui, para o efeito, uma zona de informações/ bengaleiro, uma cafetaria e instalações sanitárias. Constitui-se ainda como a zona de acesso à sala do Auditório.
No segundo piso, existe uma zona que é uma extensão do próprio foyer e comunica visualmente com o mesmo através de uma galeria.

Programação do Auditório Municipal António Chainho
MAIO 2026
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24 MAI. | Domingo | 16h00 | M3
ESTE SÁBADO É TEU!…Workshop de pintura em t-shirts com Madalena Palminha
Inscrições: Através do e-mail smba@cm-santiagocacem.pt, até 28 de maio

Um workshop, em família, que ensina a transformar a tua t-shirt. Podes brincar com as cores e dar asas à tua imaginação!
Destinatários: Famílias (máximo 15)
JUNHO 2026
Programação do mês de junho – 2026

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STAR WARS: THE MANDALORIAN AND GROGU
05 JUN. | Sexta-feira | 21h30 | Ficção Científica | Aventura | 140 min | M12
https://www.ticketline.pt/pt/evento/star-wars-the-mandaloriane-grogu-105093
Realização: Jon Favreau
Interpretação: Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Jeremy Allen White, Jonny Coyne, Dave Filoni, Steve Blum, Martin Scorsese, Hemky Madera, Paul Sun-Hyung Lee, Matthew Willig
Sinopse: O Império caiu e os senhores da guerra imperiais permanecem espalhados pela galáxia. Enquanto a incipiente Nova República trabalha para proteger tudo aquilo por que a Rebelião lutou, recruta o lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin e o seu jovem aprendiz Grogu.
TOM & JERRY: A BÚSSOLA PERDIDA
07 JUN. | Domingo | 11h00 | 15h30 | Animação | Comédia | 104 min | M6 | Versão Portuguesa
https://www.ticketline.pt/pt/evento/tom-jerry-a-bussola-perdida-vp-105106
Realização: Zhang Gang
Vozes: João Araújo, Tiago Peralta, Ricardo Monteiro, Pedro Leitão
Sinopse: Sem querer, Tom e Jerry viajam no tempo. Ao longo da viagem, conhecem um grupo de novos companheiros intrigantes e envolvem-se num confronto com forças misteriosas.
DAMAS
09 JUN. | Terça-feira | 21h30 | Documentário | 93 min | M12
https://www.ticketline.pt/pt/evento/damas-105112
Realização: Cláudia Alves
Interpretação: Teresa Mello Sampayo, Beatriz Rodrigues, Leonor Alecrim, Joana Botelho, Alice Ruiz, Teresa Faria, Jorge Vaz Gomes, André Imenso Cruz, Jorge Magalhães, Amanda Booth
Sinopse: Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de senhoras da alta sociedade portuguesa oferece-se para servir em França como enfermeiras da Cruz Vermelha. Também conhecidas como “Damas Enfermeiras”, além de prestarem auxílio a feridos e doentes, tinham outra missão: construir um hospital. Entre contratempos e obstáculos, perante a crescente resistência da República, as Damas conseguem que as portas do hospital se abram precisamente a 9 de abril de 1918, dia em que começou a Batalha de La Lys.
“Damas” é uma narrativa ficcionada, baseada em factos históricos, sobre algumas senhoras da alta sociedade portuguesa que, pela Cruz Vermelha, se voluntariaram para servir em França durante a 1.ª Guerra Mundial. Felizarda da Conceição Faria, nascida em Santiago do Cacém, era enfermeira da Cruz Vermelha e, em maio de 1918, respondendo ao apelo da Cruzada das Mulheres Portuguesas, partiu para França como enfermeira-alferes do Exército. Ficou colocada em Ambleteuse, no Hospital de Base n.º 2, na qualidade de enfermeira-chefe do setor de cirurgia, onde permaneceu até ao final do conflito. A sua biografia é contada no trabalho do Arquivo Municipal, “Percursos Singulares – Mulheres Santiaguenses”, publicado em março de 2021.
PAI NOSSO – OS ÚLTIMOS DIAS DE SALAZAR
12 JUN. | Sexta-feira | 21h30 | Drama | 108 min | M12
https://www.ticketline.pt/pt/evento/pai-nosso-os-ultimos-dias-de-salazar-105189
Realização: José Filipe Costa
Interpretação: Jorge Mota, Catarina Avelar, Vera Barreto, Carolina Amaral, Cleia Almeida, Guilherme Filipe, Marques D’Arede, João Lagarto, Pierre Ensergueix, Daniel Martinho, Bruno Schiappa, Flávia Gusmão, Leandro Pires, Francisco Pestana, Adriano Carvalho
Sinopse: Portugal, 1968. O ditador fascista Salazar cai da cadeira e sofre um AVC. Quando volta ao palacete de São Bento para convalescer já não é Presidente do Conselho. Porém, ninguém lhe conta a verdade: nem a fiel governanta Maria de Jesus, nem as criadas Aparecida, Socorro e Teresinha, nem o seu médico pessoal.
Durante dois anos, vive uma ilusão minuciosamente construída para acreditar que ainda está no poder, até à sua morte em 1970. Uma das farsas mais absurdas da História, que muita gente ainda hoje ignora.
PERDIDOS EM ALTO-MAR
20 JUN. | Sábado | 21h30 | Drama | Thriller | 119 min | M N/D
https://www.ticketline.pt/pt/evento/perdidos-em-alto-mar-105190
Realização: Joe Carnahan
Interpretação: Zachary Levi, Josh Duhamel, Quentin Plair, Terrence Terrell, Marshall Cook, JoBeth Williams, Floriana Lima, Jessica Blackmore, James Martin Kelly, Chris Dingli, Leeshon Alexander, Davina Reeves, Edward De Gaetano
Sinopse: O barco de pesca de um grupo de amigos vira-se ao largo da costa do México. Sozinhos no mar, lutam pela sobrevivência.
SCARY MOVIE: WHAT’S UP?
25 JUN. | Quinta-feira | 21h30 | Terror | Comédia | 88 min | M14
https://www.ticketline.pt/pt/evento/scary-movie-what-s-up-105192
Realização: Michael Tiddes
Interpretação: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris, Regina Hall, Damon Wayans Jr., Gregg Wayans, Kim Wayans, Benny Zielke, Cameron Scott Roberts, Cheri Oteri, Chris Elliott, Dave Sheridan, Heidi Gardner, Lochlyn Munro, Olivia Rose Keegan
Sinopse: Vinte e seis anos após escaparem a um assassino mascarado estranhamente familiar, o grupo volta a estar na mira do homicida e nenhum filme de terror está a salvo. Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall reencontram-se em “Scary Movie” para satirizar “reboots”, “remakes”, “requels”, prequelas, sequelas, “spin-offs”, o chamado “terror sofisticado”, histórias originais, tudo o que inclua a palavra “legado” e todos os “capítulos finais” que nunca são realmente finais.
Nada é sagrado. Nenhum cliché escapa. Não há limites.
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“VERDADEIRO OESTE” – Nova Companhia
11 JUN. | Quinta-feira | 21h30 | 80 min. | M12
Bilhetes: 5 € público em geral | 3 € menores de 21 anos e maiores de 65 anos | Gratuito sócios da AJAGATO | Disponíveis no Auditório Municipal António Chainho e reservas através do CAPAG – 269 751 296 (rede fixa nacional)

Sinopse: Austin está empenhado na escrita do seu argumento para um filme de Hollywood e é perturbado pela chegada do irmão mais velho, Lee, acabado de regressar de três meses no deserto.
Texto de Sam Shepard, traduzido e encenado por Rita Lello.
Coprodução Teatro da Trindade, Rita Lello Lda, AJAGATO e Nova Companhia.
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MONSTROS DO ANO – Fernando Alvim
13 JUN. | Sábado | 21h30 | 90 min. | M16
https://www.ticketline.pt/pt/evento/fernando-alvim-monstros-do-ano-105263
Bilhetes: 8,00€ público em geral, | 4,00€ portadores do Cartão Municipal Sénior | Disponíveis na Ticketline e no Auditório Municipal António Chainho

Sinopse: Monstros do Ano “começaram há 16 anos. Em 16 anos quase toda a gente foi nomeada e conseguimos que todos eles e elas, nomeados e nomeadas e vencedores e vencedoras, percebessem que os monstros são amigos e existem para glorificar o insólito, para aplaudir o disparatado, para abraçar o que nos torna únicos. Os monstros do ano são a cerimónia mais divertida de todas as cerimónias divertidas que conhecem e, por isso mesmo, tornou-se inevitável entrar em digressão, para mostrar a todos o que, entretanto, aconteceu. Sobretudo aos que ainda não conhecem. Mas também os que nos seguem desde o início.”
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ANTÓNIO GARCEZ
06 JUN. | Sábado | 21h30 | 90 min.
Bilhetes: Entrada gratuita mediante o levantamento prévio de bilhete no Auditório Municipal António Chainho

Sinopse: António Garcez é uma lenda viva do rock português, vocalista de bandas clássicas dos anos 70 e 80 como Arte & Ofício, Roxigénio, Psico ou Pentágono, celebra 55 anos de carreira em 2026.
AUDIÇÃO FINAL DE GUITARRA CLÁSSICA – Escola Municipal de Música
20 JUN. | Sábado | 17h30
Bilhetes: Entrada gratuita mediante o levantamento prévio de bilhete no Auditório Municipal António Chainho

Sinopse: A Audição Final de Guitarra Clássica assinala o encerramento do ano letivo e celebra o percurso artístico dos alunos ao longo do ano. Este momento de apresentação pública convida a comunidade a assistir ao resultado do trabalho, dedicação e evolução musical dos jovens, promovendo a partilha cultural e o fortalecimento da ligação entre a escola, as famílias e o público.
AUDIÇÃO FINAL DE PRÁTICA DE TECLADO E ORQUESTRA ORFF – Escola Municipal de Música
21 JUN. | Domingo | 21h00
Bilhetes: Entrada gratuita mediante o levantamento prévio de bilhete no Auditório Municipal António Chainho

Sinopse: A Audição Final de Prática de Teclado e Orquestra Orff marca o culminar do trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do ano letivo. Este momento de apresentação pública destaca a criatividade, a aprendizagem e o espírito de conjunto dos jovens, proporcionando à comunidade uma oportunidade de partilha artística e celebração do percurso realizado.
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De 05 de junho a 26 julho 2026
“COM OU SEM … SORRI, VALE A PENA VIVER” – Missão Coragem – Associação
Exposição solidária fotográfica

Sinopse: “Esta exposição fotográfica coletiva surgiu no seguimento da agenda solidária 2026, que tinha como objetivo alertar as pessoas para o facto de a faixa etária atingida pelo cancro da mama ser cada vez mais jovem, sendo muito importante a prevenção. Foi lançado o desafio a onze fotógrafos, que prontamente se disponibilizaram e fotografaram 12 pessoas que passaram pelo diagnóstico de cancro de mama. Estas fotografias são o resultado dessas sessões.”
Privilegie as reservas dos seus bilhetes via telefone: 269 750 410 ou e-mail: auditorio@cm-santiagocacem.pt


Venda de bilhetes
Terça a sexta–feira: 10h00 às 12h30 / 13h30 às 16h00
Encerra: segundas-feiras e feriados, salvo se nesses dias estiver agendado algum espetáculo
Dias de espetáculo e cinema: 1h antes
269 750 410 “rede fixa nacional”
auditorio@cm-santiagocacem.pt
Só são válidas mediante confirmação do auditório
Pagamento multibanco disponível na bilheteira.
Esta possibilidade é apenas aplicada a iniciativas organizadas pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém
Dias em que pode haver sessões de cinema
Horário das sessões de cinema:
Sextas-feiras e sábados: 21h30 público geral
Domingos: 11h00 – 15h30 – público infantojuvenil
Preços dos bilhetes de cinema:
crianças dos 3 aos 12 anos inclusive 1,60€ / adultos 3,20€
Filmes em 3D:
crianças dos 3 aos 12 anos inclusive 2,60€ / adultos 4,20€ (óculos incluídos)
O Auditório Municipal António Chainho é um espaço que cuidou do acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Existem rampas de acesso e espaço para cadeira de rodas.
Quando saiu da tropa, estava decidido que o seu destino seria a guitarra portuguesa. Corriam os anos sessenta e António Chainho, alentejano e no vigor dos vinte anos, logo demonstrou o seu virtuosismo nas doze cordas. Para trás, ficava o café dos pais, em São Francisco da Serra (Santiago do Cacém), onde, aos oito anos, se tinha iniciado nas lides. O pai manejava a guitarra, pousada sobre a mesa de bilhar e sempre à disposição, com destreza; e o filho, aos treze anos, já se apresentava em público.
Inspirado em mestres como Armandinho, estreia-se na casa de fados A Severa, em meados dos anos sessenta, a que se seguiram atuações n’O Faia, n’O Folclore e no Picadeiro, de que aliás seria proprietário e onde foi dando azo ao seu amor pela guitarra portuguesa, acabando por formar o seu próprio conjunto de guitarras. Mas é quando acompanha Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, Francisco José, Tony de Matos, António Mourão, Frei Hermano da Câmara ou Hermínia Silva que Mestre Chainho começa a deixar marcas na história da guitarra portuguesa. Ela seria a sua noiva para o resto da vida. E, desde aí, não se cansou de a mostrar ao resto do mundo.
Estava há três anos em Lisboa quando a Emissora Nacional o convida para um programa de rádio – “Fados e Guitarradas” – em que atua, ao vivo e em direto, com o seu conjunto. Nele se agrupavam guitarristas como José Luís Nobre Costa e tocadores de viola como Raúl Silva e José Maria Nóbrega. Para quem tinha aprendido a tocar a guitarra de ouvido colado à telefonia, tinha chegado a vez de ser considerado um dos seus primeiros executantes enquanto autor de memoráveis recitais de guitarra transmitidos pela rádio em Portugal. É por essa mesma altura, em finais dos anos sessenta, que grava o seu primeiro disco, o LP Solos de Chainho, para a já extinta editora Rapsódia, seguindo-se mais três discos no mesmo formato para outras companhias discográficas.
O orgulho na sonoridade da guitarra portuguesa levou-o no entanto a inverter posições. E se o protagonismo de um recital não pertencer tanto à voz como ao dedilhar de uma guitarra? Porque não hão de os holofotes incidir no canto de um dos mais brilhantes instrumentos portugueses? As guitarras não têm de gemer sempre baixinho e António Chainho assume por isso o risco de enveredar por uma carreira a solo. Com a modéstia que é reconhecida aos grandes, chama os maiores artistas para cantar consigo, confirmando que a sua missão é levar pelos quatro cantos do mundo a sua amada.
Atua então em recitais por todo o mundo: a solo ou dividindo o palco com Paco de Lucía ou John Williams; em concertos isolados ou em festivais dedicados à guitarra como aconteceu em Córdova.Abre uma nova frente ao iniciar uma discografia em nome próprio com o álbum Guitarra Portuguesa e um segundo disco gravado com a Orquestra Sinfónica de Londres, abraçando decididamente uma carreira discográfica, exclusivamente composta por temas originais, agora com o selo Movieplay.
Num mesmo movimento, explora novas direções para o fado. Toca guitarra portuguesa no álbum Fura Fura de José Afonso e, com Rão Kyao, participa no álbum Fado Bailado. É altura de experimentar o contacto com outras culturas e abre a guitarra portuguesa à voz de cantoras como as brasileiras Gal Costa e Fafá de Belém, a espanhola Maria Dolores Pradera e a japonesa Saki Kubota. Os convites sucedem-se e tomam formas insondáveis para quem não partilha o gosto pela reinvenção constante da guitarra portuguesa. Na coletânea Red Hot + Lisbon, acompanha a norte-americana kd lang no tradicional “Fado Hilário”.
Em 1998, já não consegue esconder a sua paixão e grava A Guitarra e Outras Mulheres, em que é acompanhado por Teresa Salgueiro (Madredeus), Marta Dias, Filipa Pais, Ana Sofia Varela, Elba Ramalho ou Nina Miranda (Smoke City), e por alguns dos músicos mais prestigiados da downtown de Nova Iorque (Bruce Swedien, Greg Cohen, Peter Scherer). A sua dedicação e talento são finalmente reconhecidos e o disco vende mais de vinte mil cópias, tornando-se uma referência na arte de bem tocar a guitarra portuguesa.
Mas é no Brasil – uma das suas paixões – que reencontra um brilho perdido e restabelece a ligação entre a música brasileira e a portuguesa. Com Celso Fonseca e Jaques Morelenbaum, habitual arranjador de Caetano Veloso, protagoniza o álbum Lisboa – Rio, cruzamento da tradição portuguesa com alguns clássicos da música brasileira. Sabendo da vocação universal da guitarra portuguesa, ergue então um novo marco da sua divulgação.
Os papéis voltam a inverter-se e agora Chainho é convidado para acompanhar as maiores vozes contemporâneas. O cantor lírico José Carreras não dispensa a sua colaboração num concerto no Pavilhão Atlântico; Adriana Calcanhotto chamou-o para junto de si numa das suas digressões em Portugal e Maria Bethânia convida-o para se apresentar em espetáculos no Rio de Janeiro e São Paulo. No Brasil, em Itália, ou no Japão, António Chainho insiste em divulgar a guitarra portuguesa. Em Portugal, é o mentor de um projeto que acalentou durante doze anos: a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa e hoje é respeitado como um renovador da tradição que outros lhe deixaram.
De há uns anos a esta parte, tem sido acompanhado, à viola, por Fernando Alvim – habitual parceiro de mestre Carlos Paredes, para quem construiu os arranjos da maioria do seu reportório.
A admiração e o respeito que sentem um pelo outro aliada a uma grande cumplicidade musical própria dos mestres faz com que em todos os novos projetos de António Chainho o amigo esteja sempre presente.
Por seu lado, desde a edição de A Guitarra e Outras Mulheres que Marta Dias tomou um lugar destacado ao lado de António Chainho. Em disco e em concerto, Fadinho Simples demonstrou ser um dos temas fortes.
No álbum, gravado ao vivo no Centro Cultural de Belém, é a única vocalista presente, emprestando o poder da sua voz à vontade de percorrer os caminhos da aventura.
Assim, entra pelos domínios do jazz, de soul ou até da música brasileira, sem nunca evitar o fado.
Neste espetáculo, António Chainho faz-se acompanhar por Eduardo Miranda e Tuniko Goulart, músicos brasileiros radicados em Portugal.
Incansável na reinvenção da guitarra portuguesa e sempre pronto a apostar nos novos valores, António Chainho deu oportunidade a uma nova voz revelação do Fado, Isabel Noronha. Juntos apresentam, há mais de três anos, um espetáculo em que a mestria da Guitarra Portuguesa se alia à voz única de Isabel.
As apresentações de Chainho continuam a surpreender um pouco por todo o mundo e fazem escola entre alunos na Índia, Japão, Marrocos e Brasil, mas foi a criação da escola de Guitarra Portuguesa em Santiago do Cacém, sua terra natal, que lhe deu um especial orgulho, pois permite-lhe ensinar esta arte que tanto gosta.
Mestre António Chainho – Uma biografia
http://www.antoniochainho.com/conteudos/biografia-carreira





