
Santiago do Cacém acolhe a 28 de março, o regresso do Prémio Internacional Terras sem Sombra, sob a presidência da Infanta D. Maria Francisca de Bragança, Duquesa de Coimbra. Uma iniciativa que se apresenta em moldes distintos das edições anteriores, com duas novas categorias: «Sons sem Sombra», para novos talentos na música, e «Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional». Distinções que se juntam às três modalidades tradicionais do Festival: Música, Património Cultural e Salvaguarda da Biodiversidade.
A apresentação da programação do TSS decorreu dia 11 de fevereiro na Embaixada da República da Polónia, em Lisboa, onde esteve presente o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, entre oito dezenas de convidados, corpo diplomático, autarcas, comunicação social e representantes das artes e da sociedade civil. Momento para detalhar um calendário de atividades que se estende de fevereiro a dezembro de 2026.

A República da Polónia é o país convidado, numa programação alargada a novos concelhos, a estreia absoluta de uma ópera encenada no Alentejo, o regresso do Prémio Internacional, com duas novas categorias, estão entre os destaques da 22.ª temporada do Festival Terras sem Sombra (TSS), este ano subordinada ao tema «“Alegres Campos, Verdes Arvoredos”: Música e Biosfera (Da Idade Média à Criação Contemporânea)». Um título que presta tributo à lírica de Luís Vaz de Camões.

Como nota comum a todas as intervenções, a ideia de um território de excelência, o do Alentejo, sem esquecer a região ribatejana onde, desde há três anos, o Festival também marca presença. Palcos para a confluência entre arte e natureza, num grande destino musical, patrimonial e ambiental. Também a imagem de um Alentejo como um espaço de integração e de aceitação do outro, mais-valias para encarar o futuro em territórios de baixa densidade.
No decorrer da sessão, Dariusz Dudziak, Ministro-Conselheiro na Embaixada da Polónia, em representação da Chefe de Missão, Dorota Barys, destacou ser esta «uma oportunidade única para o desenvolvimento das relações culturais bilaterais entre a Polónia e Portugal. Um caminho de entendimento entre dois povos e dois países». O responsável aproveitou para «saudar o público alentejano e a oportunidade de levar àquela região o património polaco».
Por seu turno, José António Falcão, Diretor-Geral do Festival Terras sem Sombra, afirmou que «contar com a Polónia como país convidado da presente edição enche-nos de alegria. Trata-se de uma grande nação europeia, com excelência nos autores e intérpretes. Os seus profissionais estão entre os mais criativos da cena moderna. A colaboração com o município de Ribera de Arriba é um privilégio. Ali vive uma importante comunidade portuguesa, num território que é um exemplo no combate à desertificação humana».
Ana Paula Amendoeira, Vice-Presidente da CCDR Alentejo, salientou a «importância deste projeto para a região e o país, dada a sua projeção cultural e transversalidade. Uma iniciativa que faz uma abordagem crítica ao território e concorre para a coesão das comunidades. Destaco, ainda, o pioneirismo do Terras sem Sombra na preocupação com questões ambientais».
A encerrar, a Infanta D. Maria Francisca de Bragança, Duquesa de Coimbra, destacou sentir-se «honrada pelo convite para presidir ao Prémio Internacional Terras sem Sombra. Há algo que aproxima o Alentejo e a música erudita: a beleza e a serenidade que ambos nos trazem. Este é também um festival com capacidade de unir».