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Emcena apresenta a peça “Lá”

13 de Março às 21:30 a 14 de Março às 23:00
teatro

O projeto EmCena apresenta no mês de março a peça “Lá” pelo Teatro Meridional e Teatro do Montemuro, nos dias 13 e 14 de março, às 21h30, no Auditório Mário Primo, na Escola Secundária Padre António Macedo, em Vila Nova de Santo André, e no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém, respetivamente.

Duração: 70 min. | M/12

Bilhetes: 5,00 público em geral – 3,00€ menores de 21 anos, maiores de 65 anos – gratuito para sócios da AJAGATO
Locais de Venda:
– Vila Nova de Santo André: CAPAG – 269 751 296 (rede fixa nacional)
– Santiago do Cacém: Auditório Municipal António Chainho – 269 750 410 (rede fixa nacional) – Reservas também através do CAPAG

Organização: AJAGATO – Associação Juvenil Amigos do Gato
Parceria: Câmara Municipal de Santiago do Cacém e Câmara Municipal de Sines

pdf Emcena apresenta a peça “Lá”

“Lá”
|Teatro Meridional e Teatro de Montemuro O encontro artístico entre as duas companhias nasceu do desafio que o Teatro do Montemuro lançou para mergulharem juntos no tema das migrações e da preocupação em falar sobre as suas próprias raízes, conjugando as respetivas realidades geográficas das duas Companhias.

Sinopse: Dois homens e uma rapariga querem mais da vida. Do interior para a cidade, nos anos sessenta do século passado, da cidade para o interior, na atualidade, a sua história é uma metáfora das migrações nas últimas décadas e, também, desigualdades territoriais neste canto da Europa.

Ficha Artística e técnica

|TEXTO José Luís Peixoto |ENCENAÇÃO Miguel Seabra |INTERPRETAÇÃO Abel Duarte, Cristiana Sousa e Eduardo Correia |ESPAÇO CÉNICO E FIGURINOS Hugo F. Maros e Miguel Seabra |MÚSICA ORIGINAL E ESPAÇO SONORO Rui Rebelo |DESENHO DE LUZ Miguel Seabra |COPRODUÇÃO Teatro Meridional e Teatro do Montemuro

Sobre o espetáculo
[…] Abordarmos a contínua desertificação do seu lugar de origem – a aldeia de Campo Benfeito, em plena serra de Montemuro, no centro norte de Portugal – aproveitando a coincidência de uma grande parte da sua população ter migrado para Lisboa na década de 60 do século passado, e mais especificamente para a zona de Marvila/ Poço do Bispo, onde o Teatro Meridional tem, desde há 20 anos, o seu próprio espaço de criação e apresentação de espetáculos.

[…] O convite a José Luís Peixoto – autor que já colaboro’ com o Meridional nos espetáculos ‘‘À Manhã’’ (2006) e ‘‘Vida Inversa’’ (2022) – não podia ter sido mais acertado, muito pela coincidência da sua própria experiência pessoal, nascido num lugar de interior, também ele se deslocou para a cidade de Lisboa, mas também pela sua ampla vivência.

[…] O desafio da encenação foi entender a linguagem cénica que o texto pedia, responder às tensões contidas nas palavras, descobrir códigos de representação que ajudassem a diferenciar os tempos de ação, encontrar os territórios da respetiva transição no desenho das personagens, dar significado aos espaços vazios, disruptivos, por vezes absurdos que
fomos encontrando, e, paralelamente, perceber que a geografia cénica tinha que ter uma matriz ao mesmo tempo simples e emocional, desenhada a luz e som.
Com o desenrolar do processo criativo, o espetáculo foi sendo edificado através de um caminho que associo a palavras como depuração e subtileza, rigor e intensidade, por vezes, basta quase nada para relevar o essencial da mensagem que os textos querem transmitir. Depois foi soltar a cena, ver o teatro nascer através destes três atores com quem tive o imenso privilégio de trabalhar, sentir a verdade a surgir através dos seus corpos, atores inteiros e felizes, porque os atores têm que estar inteiros e felizes, têm que ser felizes a representar e inteiros a serem ‘outros’, para poderem contar histórias que, neste caso, são as de Campo Benfeito como também podiam ser de tantos outros lugares onde a motivação é precisamente encontrar esse LÁ que, acredito, toda a´humanidade procura.
Miguel Seabra

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