
O Auditório Municipal cumpre o compromisso do Município com a população: um recurso ao serviço das artes e da cultura.
É missão do Auditório Municipal António Chainho constituir um espaço de cultura, de aprendizagem e de atualidade artística, prestando um serviço público e promovendo o acesso da população a diferentes atividades culturais.

A programação do Auditório Municipal António Chainho é pautada pela qualidade e diversidade dos diferentes tipos de arte, com destaque para o cinema.
Com a atribuição da designação de António Chainho ao Auditório Municipal, o Município de Santiago do Cacém pretende prestar uma homenagem ao mestre da guitarra portuguesa, tendo como fundamento a valorização de um marco da identidade local, assim como estimular a aproximação dos munícipes e de quem nos procura ao inigualável património cultural do município de Santiago do Cacém.

O Auditório tem capacidade para 242 lugares, incluídos três lugares para pessoas com mobilidade reduzida.
O edifício é composto de dois pisos que albergam, além do palco e de espetáculos, uma cabine de projeção e uma cabine de som e luz, um camarim, uma sala de reuniões e a sala da direção.
A antecâmara de entrada, que serve de espaço de transição do exterior para o interior do edifício, comunica diretamente com a bilheteira, permitindo que o público adquira ingressos num espaço resguardado, sem haver necessidade de entrada no espaço do foyer, com o qual comunica.
O foyer, destinado à receção e permanência de público, possui, para o efeito, uma zona de informações/ bengaleiro, uma cafetaria e instalações sanitárias. Constitui-se ainda como a zona de acesso à sala do Auditório.
No segundo piso, existe uma zona que é uma extensão do próprio foyer e comunica visualmente com o mesmo através de uma galeria.

Programação do Auditório Municipal António Chainho
MAIO 2026
Programação do mês de maio de 2026

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QUERIDOS PAIS
02 MAI. | Sábado | 16h00 | 21h30 | Comédia | 86 min | M12
https://www.ticketline.pt/pt/evento/queridos-pais-104216
Realização: Emmanuel Patron
Interpretação: André Dussollier, Miou-Miou, Arnaud Ducret, Thomas Solivérès, Pauline Clément, Frédérique Tirmont, Bernard Alane
Sinopse: Alice e Vincent Gauthier convocam de urgência os seus três filhos. Os irmãos aparecem em pânico, temendo uma desgraça … mas, para seu alívio, os pais afinal ganharam a lotaria!
O problema: não tencionam dar-lhes um único cêntimo.
MICHAEL
08 MAI. | Sexta-feira | 21h30 | Drama | Biografia | 124 min | M12
https://www.ticketline.pt/pt/evento/michael-104257
Realização: Antoine Fuqua
Interpretação: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Kendrick Sampson, Miles Teller, Juliano Krue Valdi, Joseph David-Jones, Jamal Henderson, Jessica Sula, Kat Graham, Laura Harrier, Kevin Shinick, Larenz Tate, KeiLyn Durrel Jones, Nathaniel Logan McIntyre
Sinopse: Retrato aprofundado de Michael Jackson, um homem complexo que se tornou num dos artistas mais populares de sempre.
O DIABO VESTE PRADA 2
15 MAI. | Sexta-feira | 18h00 (sessão extra) | 21h30 | Comédia | Drama | 120 min | M12
https://www.ticketline.pt/pt/evento/o-diabo-veste-prada-2-104327
Realização: David Frankel
Interpretação: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Simone Ashley, Tracie Thoms, Tibor Feldman, Lucy Liu, Justin Theroux, B. J. Novak, Pauline Chalamet, Helen J. Shen, Caleb Hearon, Rachel Bloom
Sinopse: Miranda enfrenta o declínio da imprensa tradicional e a necessidade de garantir investimentos publicitários. Neste novo cenário, Miranda terá de confrontar Emily Charlton, a sua antiga assistente, que se tornou uma executiva influente num grande conglomerado de produtos de luxo, o tipo de anunciante que Miranda precisa para salvar a revista.
JUNGLE BEAT 2: VIAGEM AO PASSADO
17 MAI. | Domingo | 11h00 | 15h30 | Aventura | Animação | 91 min | M6 | Versão Portuguesa
https://www.ticketline.pt/pt/evento/jungle-beat-2-viagem-ao-passado-vp-104326
Realização: Sam Wilson
Vozes:
Sinopse: Os animais da selva africana caem num portal temporal que os alienígenas se esqueceram de fechar atrás de si. Para regressarem ao futuro, os amigos precisarão da ajuda dos dinossauros. Mas os antigos répteis têm os seus próprios problemas. Afinal, o seu mundo está prestes a ser invadido por alienígenas das cavernas armados com paus.
MORTAL KOMBAT II
23 MAI. | Sábado | 21h30 | Ação | Fantasia | 116 min | M N/D
https://www.ticketline.pt/pt/evento/mortal-kombat-ii-104333
Realização: Simon McQuoid
Interpretação: Lewis Tan, Ludi Lin, Jessica McNamee, Mehcad Brooks, Tadanobu Asano, Hiroyuki Sanada, Joe Taslim, Adeline Rudolph, Tati Gabrielle, Chin Han, Martyn Ford, Desmond Chiam, Damon Herriman, Ana Thu Nguyen, CJ. Bloomfield
Sinopse: Desta vez, os campeões favoritos dos fãs – agora com a aguardada estreia de Johnny Cage – enfrentam-se num derradeiro confronto, sem regras e repleto de sangue, para tentar pôr fim ao reinado sombrio de Shao Kahn, que ameaça destruir o próprio Reino da Terra e os seus defensores.
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ALENTEJO EMPRESARIAL – CRESCIMENTO, EFICIÊNCIA E COMPETITIVIDADE
05 MAI. | Terça-feira | 09h00

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém, com o apoio da empresa Foursolutions, promove uma conferência sob o tema “Alentejo Empresarial – Crescimento, Eficiência e Competitividade”, dirigida a gestores, empresários e decisores no Alentejo – ou a quem pretenda investir na região – uma oportunidade para reforçar competências e identificar novas oportunidades de crescimento para as empresas.
Fundos e financiamentos, bem como instrumentos de poupança para empresas, vão ser temas apresentados ao longo desta conferência.
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50 MADRUGADAS – Companhia da Esquina – A partir da obra poética de Ary dos Santos
09 MAI. | Sábado | 21h30 | 60 min. | M14
Bilhetes: 5 € público em geral | 3 € menores de 21 anos e maiores de 65 anos | Gratuito sócios da AJAGATO | Disponíveis no Auditório Municipal António Chainho e reservas através do CAPAG – 269 751 296 (rede fixa nacional)

Sinopse: O espetáculo desenrola-se numa sala de redação, onde um grupo de jornalistas trabalha num artigo sobre Fado e Democracia. À medida que exploram a obra de Ary dos Santos e outros autores relevantes para o 25 de Abril, a noite transforma-se numa jornada de memórias, debates e celebração. Os jornalistas revivem poemas, letras e músicas, discutindo temas como política, fascismo, fado e património cultural.
A narrativa evolui de uma simples sessão de trabalho para uma experiência imersiva, onde a música e a poesia ganham vida. O espetáculo culmina com a evocação da madrugada de 25 de Abril, simbolizando o despertar da liberdade em Portugal.
Organização: AJAGATO
Parceria: Câmara Municipal de Santiago do Cacém e Câmara Municipal de Sines
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APRESENTAÇÃO DO LIVRO “FADO, A CANÇÃO POPULAR DA CIDADE DE LISBOA”
Com atuação de “O Acordeão Fadista”
16 MAI. | Sábado | 16h00

Sinopse: Este livro nasce do cruzamento entre a cidade, o olhar do fotógrafo e o pulsar da canção de Lisboa. Resulta de um processo colectivo de criação, escuta e partilha, no qual o fado se revela como uma presença viva e em constante transformação.
Não se trata de uma abordagem exaustiva, histórica ou académica, mas de um percurso autoral, em que cada participante do projeto foi ao encontro do fado tal como este se manifesta na cidade, nos seus espaços, objetos, pessoas e memórias. O que agora apresentamos é um retrato inacabado, e por isso mesmo tão verdadeiro, de uma Lisboa que, na sua canção, canta a dor, a saudade, o amor e a resistência.
Direção artística: Luís Rocha
Coordenação de projeto: Tânia Araújo
Autores das fotografias: Alexandre Carvalho, Ana França, Ana Santos, Fernando Santos, José M. Marques, Luís Rocha, Paulo Martins, Sílvia Gonçalves, Sílvia Pessoa, Tânia Araújo
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“DANZA DE COLORES” – POLZAME DANZA COLOMBIANA – Colômbia
22 MAI. | Sexta-feira | 21h30 | 60 min. | M6
Por motivos alheios ao município de Santiago do Cacém, este espetáculo foi cancelado pela organização.
Bilhetes: Entrada gratuita mediante o levantamento prévio do bilhete no Auditório Municipal António Chainho

Sinopse: A Corporação Folclórica e Cultural Polzame, sediada em Madrid, Cundinamarca, promove há nove anos a preservação e projeção do folclore colombiano através da dança. Por meio de processos de formação e de gestão cultural, fortalece a identidade e o sentido de pertença na comunidade, levando a riqueza cultural do país a palcos nacionais e internacionais através de apresentações e digressões.
Organização: Lendias dEncantar
Parceria: Câmara Municipal de Santiago do Cacém
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Até 31 maio 2026
“A PALAVRA NÃO CONFINA”
Exposição de Artes Plásticas de Jorge Serafim

Sinopse: “A Palavra Não Confina” é o resultado de uma influência marcada pelo universo da ilustração para a literatura infantil.
Após ter elaborado as ilustrações dos livros de sua autoria, “O Afinador de Memórias” e do mais recente título “Amar à Vista”, Jorge Serafim continuou profundamente embrenhado no mundo da imagem que alarga o horizonte da palavra. Através da técnica mista e do uso da palavra como alerta e alarme social foi construindo um jogo simbólico que confere uma unidade singular a cada uma das obras […]
Privilegie as reservas dos seus bilhetes via telefone: 269 750 410 ou e-mail: auditorio@cm-santiagocacem.pt


Venda de bilhetes
Terça a sexta–feira: 10h00 às 12h30 / 13h30 às 16h00
Encerra: segundas-feiras e feriados, salvo se nesses dias estiver agendado algum espetáculo
Dias de espetáculo e cinema: 1h antes
269 750 410 “rede fixa nacional”
auditorio@cm-santiagocacem.pt
Só são válidas mediante confirmação do auditório
Pagamento multibanco disponível na bilheteira.
Esta possibilidade é apenas aplicada a iniciativas organizadas pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém
Dias em que pode haver sessões de cinema
Horário das sessões de cinema:
Sextas-feiras e sábados: 21h30 público geral
Domingos: 11h00 – 15h30 – público infantojuvenil
Preços dos bilhetes de cinema:
crianças dos 3 aos 12 anos inclusive 1,60€ / adultos 3,20€
Filmes em 3D:
crianças dos 3 aos 12 anos inclusive 2,60€ / adultos 4,20€ (óculos incluídos)
O Auditório Municipal António Chainho é um espaço que cuidou do acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Existem rampas de acesso e espaço para cadeira de rodas.
Quando saiu da tropa, estava decidido que o seu destino seria a guitarra portuguesa. Corriam os anos sessenta e António Chainho, alentejano e no vigor dos vinte anos, logo demonstrou o seu virtuosismo nas doze cordas. Para trás, ficava o café dos pais, em São Francisco da Serra (Santiago do Cacém), onde, aos oito anos, se tinha iniciado nas lides. O pai manejava a guitarra, pousada sobre a mesa de bilhar e sempre à disposição, com destreza; e o filho, aos treze anos, já se apresentava em público.
Inspirado em mestres como Armandinho, estreia-se na casa de fados A Severa, em meados dos anos sessenta, a que se seguiram atuações n’O Faia, n’O Folclore e no Picadeiro, de que aliás seria proprietário e onde foi dando azo ao seu amor pela guitarra portuguesa, acabando por formar o seu próprio conjunto de guitarras. Mas é quando acompanha Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, Francisco José, Tony de Matos, António Mourão, Frei Hermano da Câmara ou Hermínia Silva que Mestre Chainho começa a deixar marcas na história da guitarra portuguesa. Ela seria a sua noiva para o resto da vida. E, desde aí, não se cansou de a mostrar ao resto do mundo.
Estava há três anos em Lisboa quando a Emissora Nacional o convida para um programa de rádio – “Fados e Guitarradas” – em que atua, ao vivo e em direto, com o seu conjunto. Nele se agrupavam guitarristas como José Luís Nobre Costa e tocadores de viola como Raúl Silva e José Maria Nóbrega. Para quem tinha aprendido a tocar a guitarra de ouvido colado à telefonia, tinha chegado a vez de ser considerado um dos seus primeiros executantes enquanto autor de memoráveis recitais de guitarra transmitidos pela rádio em Portugal. É por essa mesma altura, em finais dos anos sessenta, que grava o seu primeiro disco, o LP Solos de Chainho, para a já extinta editora Rapsódia, seguindo-se mais três discos no mesmo formato para outras companhias discográficas.
O orgulho na sonoridade da guitarra portuguesa levou-o no entanto a inverter posições. E se o protagonismo de um recital não pertencer tanto à voz como ao dedilhar de uma guitarra? Porque não hão de os holofotes incidir no canto de um dos mais brilhantes instrumentos portugueses? As guitarras não têm de gemer sempre baixinho e António Chainho assume por isso o risco de enveredar por uma carreira a solo. Com a modéstia que é reconhecida aos grandes, chama os maiores artistas para cantar consigo, confirmando que a sua missão é levar pelos quatro cantos do mundo a sua amada.
Atua então em recitais por todo o mundo: a solo ou dividindo o palco com Paco de Lucía ou John Williams; em concertos isolados ou em festivais dedicados à guitarra como aconteceu em Córdova.Abre uma nova frente ao iniciar uma discografia em nome próprio com o álbum Guitarra Portuguesa e um segundo disco gravado com a Orquestra Sinfónica de Londres, abraçando decididamente uma carreira discográfica, exclusivamente composta por temas originais, agora com o selo Movieplay.
Num mesmo movimento, explora novas direções para o fado. Toca guitarra portuguesa no álbum Fura Fura de José Afonso e, com Rão Kyao, participa no álbum Fado Bailado. É altura de experimentar o contacto com outras culturas e abre a guitarra portuguesa à voz de cantoras como as brasileiras Gal Costa e Fafá de Belém, a espanhola Maria Dolores Pradera e a japonesa Saki Kubota. Os convites sucedem-se e tomam formas insondáveis para quem não partilha o gosto pela reinvenção constante da guitarra portuguesa. Na coletânea Red Hot + Lisbon, acompanha a norte-americana kd lang no tradicional “Fado Hilário”.
Em 1998, já não consegue esconder a sua paixão e grava A Guitarra e Outras Mulheres, em que é acompanhado por Teresa Salgueiro (Madredeus), Marta Dias, Filipa Pais, Ana Sofia Varela, Elba Ramalho ou Nina Miranda (Smoke City), e por alguns dos músicos mais prestigiados da downtown de Nova Iorque (Bruce Swedien, Greg Cohen, Peter Scherer). A sua dedicação e talento são finalmente reconhecidos e o disco vende mais de vinte mil cópias, tornando-se uma referência na arte de bem tocar a guitarra portuguesa.
Mas é no Brasil – uma das suas paixões – que reencontra um brilho perdido e restabelece a ligação entre a música brasileira e a portuguesa. Com Celso Fonseca e Jaques Morelenbaum, habitual arranjador de Caetano Veloso, protagoniza o álbum Lisboa – Rio, cruzamento da tradição portuguesa com alguns clássicos da música brasileira. Sabendo da vocação universal da guitarra portuguesa, ergue então um novo marco da sua divulgação.
Os papéis voltam a inverter-se e agora Chainho é convidado para acompanhar as maiores vozes contemporâneas. O cantor lírico José Carreras não dispensa a sua colaboração num concerto no Pavilhão Atlântico; Adriana Calcanhotto chamou-o para junto de si numa das suas digressões em Portugal e Maria Bethânia convida-o para se apresentar em espetáculos no Rio de Janeiro e São Paulo. No Brasil, em Itália, ou no Japão, António Chainho insiste em divulgar a guitarra portuguesa. Em Portugal, é o mentor de um projeto que acalentou durante doze anos: a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa e hoje é respeitado como um renovador da tradição que outros lhe deixaram.
De há uns anos a esta parte, tem sido acompanhado, à viola, por Fernando Alvim – habitual parceiro de mestre Carlos Paredes, para quem construiu os arranjos da maioria do seu reportório.
A admiração e o respeito que sentem um pelo outro aliada a uma grande cumplicidade musical própria dos mestres faz com que em todos os novos projetos de António Chainho o amigo esteja sempre presente.
Por seu lado, desde a edição de A Guitarra e Outras Mulheres que Marta Dias tomou um lugar destacado ao lado de António Chainho. Em disco e em concerto, Fadinho Simples demonstrou ser um dos temas fortes.
No álbum, gravado ao vivo no Centro Cultural de Belém, é a única vocalista presente, emprestando o poder da sua voz à vontade de percorrer os caminhos da aventura.
Assim, entra pelos domínios do jazz, de soul ou até da música brasileira, sem nunca evitar o fado.
Neste espetáculo, António Chainho faz-se acompanhar por Eduardo Miranda e Tuniko Goulart, músicos brasileiros radicados em Portugal.
Incansável na reinvenção da guitarra portuguesa e sempre pronto a apostar nos novos valores, António Chainho deu oportunidade a uma nova voz revelação do Fado, Isabel Noronha. Juntos apresentam, há mais de três anos, um espetáculo em que a mestria da Guitarra Portuguesa se alia à voz única de Isabel.
As apresentações de Chainho continuam a surpreender um pouco por todo o mundo e fazem escola entre alunos na Índia, Japão, Marrocos e Brasil, mas foi a criação da escola de Guitarra Portuguesa em Santiago do Cacém, sua terra natal, que lhe deu um especial orgulho, pois permite-lhe ensinar esta arte que tanto gosta.
Mestre António Chainho – Uma biografia
http://www.antoniochainho.com/conteudos/biografia-carreira




